sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

Depressão na terceira idade

Contar várias vezes aquela velha história da família, perder
o sono e o apetite. Por falta de conhecimentos, sinais como
 estes têm sido erroneamente associados à demência
entre idosos. No entanto, em muitos casos eles são
indícios de que a pessoa com mais de 60 anos
apresenta um quadro depressivo característico. 

“O erro ocorre porque os sintomas de depressão em pessoas na terceira idade são muito diferentes dos apresentados entre a população mais jovem”, disse o psiquiatra Fernando Gazalle à Agência FAPESP. Autor do artigo Sintomas depressivos e fatores associados em população idosa no sul do Brasil, Gazalle afirma que a depressão é bastante difícil de ser mensurada já que seu quadro é composto por sinais que traduzem sentimentos de diferentes intensidades. 
Disposto a determinar a freqüência de alguns sintomas da doença em idosos moradores do município de Pelotas, Gazalle, que fez seu estudo na Universidade Federal de Pelotas, elaborou um questionário inédito na literatura médica. A partir de um levantamento censitário foram entrevistas 583 pessoas das 612 possíveis, sendo o percentual de perdas e recusas de 4,7%. 
Os entrevistadores quiseram saber se no mês anterior à pesquisa os idosos da cidade sentiram, durante a maior parte do tempo, tristeza, ansiedade, perda de energia, dificuldade para dormir, tiveram “ruminações” sobre o passado – como os pesquisadores denominaram a atitude de relembrar episódios da vida –, falta de disposição no cotidiano ou acharam que os familiares davam menos importância às suas opiniões do que quando eram mais jovens. A pesquisa também levou em consideração variáveis como sexo, idade, situação conjugal, escolaridade, envolvimento em atividades remunerada, comunitária ou esportiva e morte de familiar próximo nos últimos anos. 




ALEGRIA E TRISTEZA

Você sabia que a alegria e a tristeza também têm sua origem bioquímica no laboratório que carregamos dentro de nós? Através da "Nutrição Inteligente" podemos dar uma "mãozinha" nessa bioquímica.

Alguns alimentos fornecem nutrientes e substâncias que participam da produção dos neurotransmissores, mensageiros químicos que favorecem a comunicação entre as células do Sistema Nervoso. 
Veja a seguir que alimentos você pode incluir no seu dia-a-dia e assim ajudar a espantar a depressão.
Triptofano e Carboidratos bem humorados
Dos vários neurotransmissores, a serotonina exerce grande influência no estado de humor. Ela é também conhecida como a substância "mágica" e "sedativa" que melhora o humor de um modo geral, principalmente em pessoas com depressão.

Os níveis cerebrais de serotonina são dependentes da ingestão de alimentos fontes de triptofano (aminoácido precursor da serotonina) e de carboidratos.
A ingestão de carboidratos leva ao aumento nos níveis de insulina, que auxiliam na "limpeza" dos aminoácidos circulantes no sangue. Nessa limpeza de aminoácidos só escapa o triptofano na barreira hemato-encefálica.

O triptofano, uma vez no cérebro, aumenta a produção de serotonina que é o neurotransmissor capaz de reduzir a sensação de dor, diminuir o apetite, relaxar e até induzir e melhorar o sono.

Uma alimentação pobre em carboidratos, por vários dias, pode levar a alterações de humor e depressão, assim como uma alimentação com excesso de proteínas.

O caminho é o equilíbrio! Nem de menos, nem de mais.

Fontes de triptofano: carnes magras, peixes, leite e iogurte desnatados, queijos brancos e magros, nozes e leguminosas.

Fontes de carboidratos: pães, cereais integrais, biscoitos integrais, massas integrais, arroz integral e selvagem, frutas, legumes e chocolate amargo (com moderação).


Lúpus eritematoso sistêmico

lúpus eritematoso disseminado, lúpus, lúpus eritematoso, LES
Definição:
Distúrbio auto-imune inflamatório crônico que pode afetar muitos sistemas do organismo incluindo a pele, articulações e órgãos internos. Veja também lúpus anticoagulante.
Causas, incidência e fatores de risco:
Normalmente o sistema imunológico controla as defesas do corpo contra infecção. No caso do lúpus eritematoso sistêmico (LES) e outras doenças auto-imunes, estas defesas se voltam contra o corpo quando os anticorpos atuam contra suas próprias células. Estes anticorpos lutam contra as células sangüíneas, os órgãos e tecidos, causando doenças crônicas. Não se conhece totalmente o mecanismo ou a causa das doenças auto-imunes.
A doença afeta 8 vezes mais mulheres que homens. Pode aparecer em qualquer idade, mas aparece com maior freqüência em pessoas entre os 10 e 50 anos de idade. O LES também pode ser causado por certos medicamentos. Quando isso ocorre, é conhecido como lúpus eritematoso induzido por drogas e é geralmente reversível quando se suspende o medicamento.
O curso da doença pode variar desde um episódio moderado até uma doença grave, fatal. Os sintomas também variam amplamente de pessoa para pessoa e são caracterizados por remissões e exacerbações. Em sua etapa inicial, somente um sistema orgânico é afetado; mais tarde outros sistemas podem ser afetados. As seguintes manifestações de sistemas orgânicos podem ser vistas, mas são possíveis outras manifestações:
Músculo-esquelético
Quase todas as pessoas com LES apresentam dor articular e a maioria desenvolve artrite. As articulações freqüentemente afetadas são os dedos, mãos, punhos e joelhos. A morte dos tecidos ósseos pode ocorrer nos quadris e é a causa freqüente de dor nessa região.
Pele
Um exantema malar "mariposa" nas bochechas e na ponte do nariz afeta cerca de metade das pessoas com LES. A erupção geralmente piora com a exposição à luz do sol. Uma erupção mais difusa podem aparecer em outras partes do corpo que estiverem expostas ao sol. Podem ocorrer outras lesões cutâneas ou nódulos.
Rins
A maioria das pessoas com LES têm algum depósitos de proteína na células (glomérulos) dos rins; entretanto, somente 50% têm nefrite por lúpus definida como inflamação persistente do rim. Elas podem eventualmente desenvolver insuficiência renal e necessitar de diálise ou transplante de rim.
Sistema nervoso

Os distúrbios neurológicos podem afetar até 25% de todas as pessoas com LES. Disfunção mental moderada é o sintoma mais comum, mas qualquer área do cérebro, medula espinal ou sistema nervoso pode ser afetada. Convulsões, psicose, síndrome orgânica cerebral e dores de cabeça são alguns dos distúrbios do sistema nervoso que podem ocorrer.
Sangue

Os distúrbios sangüíneos podem afetar até 85% das pessoas com LES. Os coágulos de sangue venoso ou arterial estão associados com derrames e embolismo pulmonar. Freqüentemente, as plaquetas diminuem de número, ou os anticorpos se formam contra os fatores de coagulação, o que pode causar sangramento significativo (veja lúpus anticoagulante). Freqüentemente aparece anemia da doença crônica em algum momento do curso da doença.
Coração

Pode ocorrer inflamação de várias partes do coração tais como: pericardite, endocardite ou miocardite, e estas condições podem causar dor torácica e arritmia.
Pulmões

Como resultado de uma infecção ou do LES, podem aparecer pleurisia, inflamação da camada que reveste os pulmões, e efusão pleural, acúmulo de líquido entre o pulmão e a camada de revestimento. Dor torácica e falta de ar são sintomas freqüentes nesses distúrbios.
A incidência é de 4 casos em cada 10.000 pessoas. Os norte-americanos de raça negra e os asiáticos são mais afetados que outras raças.

Sintomas:
·         febre
·         fadiga
·         desconforto geral (mal-estar geral)
·         perda de peso
·         exantema da pele
o    exantema malar em forma de "mariposa"
o    a luz solar agrava o exantema
·         sensibilidade à luz solar
·         dor articular e inflamação
·         artrite
·         glândulas inflamadas
·         dores musculares
·         náuseas e vômitos
·         dor torácica pleural
·         convulsões
·         psicose
Outros sintomas que podem estar associados com esta doença são:
·         sangue na urina
·         tossir sangue
·         sintomas de sangramento nasal
·         dificuldade de deglutição
·         coloração irregular da pele
·         manchas vermelhas na pele
·         entorpecimento e formigamento
·         úlceras orais
·         perda de cabelo
·         dor abdominal
·         distúrbio visual
Sinais e exames:
O diagnóstico do LES se baseia nas manifestações de pelo menos 4 das 11 características típicas da doença.
Os exames para determinar a presença das manifestações da doença podem variar mas incluirão alguns dos seguintes:
·         exantema da pele ou lesões características
·         raio X do tórax mostra pleurite ou pericardite
·         ao examinar o tórax com o estetoscópio, ausculta-se ruído de fricção cardíaca ou ruído de fricção pleural
·         urina tipo I mostra sangue, cilindros, ou proteína na urina
·         hemograma completo mostra diminuição de alguns tipos de célula
·         biópsia renal
·         exame neurológico
Esta doença pode também alterar os resultados dos seguintes exames:
·         contagem de glóbulos brancos
·         fator reumatóide
·         proteína na urina
·         TSE
·         crioglobulinas
·         teste de Coombs direto
·         componente 3 do complemento (3C)
·         complemento
·         anticorpos antitiroglobulina
·         anticorpos antimitocondrial
·         anticorpos anti-músculo liso

Tratamento:
INFORMAÇÕES GERAIS:

A doença tem múltiplas manifestações com gravidade variável, o que determina tratamento caso a caso. Não há cura para o LES.
MEDICAMENTOS:

Uma doença com sintomas moderados (exantema, dores de cabeça, febre, artrite, pleurisia, pericardite) exige pouco tratamento. Os medicamentos antiinflamatórios não-esteróides (AINEs) são usados para tratar artrite e pleurisia. As pomadas corticosteróides (veja Corticosteróides tópicos de baixa potência) são usados para tratar exantemas de pele. Alguns medicamentos contra malária (hidroxicloroquina) são usados algumas vezes para os sintomas cutâneos e da artrite. A sensibilidade à luz é tratada utilizando-se roupas protetoras, óculos de sol e protetores solares.
As manifestações graves e que podem trazer risco de vida (anemia hemolítica, complicações cardíacas ou pulmonares graves, doença renal ou complicações do sistema nervoso central) freqüentemente são tratadas por especialistas de cada área. O tratamento com corticosteróides ou os medicamentos para suprimir o sistema imunológico podem ser prescritos para controlar as várias manifestações graves da doença. Alguns médicos usam medicamentos citotóxicos (medicamentos que bloqueiam o crescimento celular) em pessoas que não respondem bem ao tratamento com corticosteróides.
ALTERAÇÕES NO ESTILO DE VIDA:

O estresse causado pela doença geralmente pode ser aliviado por meio da participação em um grupo de apoio, onde os membros compartilham experiências e problemas em comum. Veja grupo de apoio para lúpus.
Expectativas (prognóstico):
Os resultados para pessoas com LES têm melhorado durante os últimos anos. Muitas das pessoas afetadas têm sintomas leves. As mulheres com LES que se ficam grávidas freqüentemente conseguem levar a gestação até o final com segurança e dar à luz a bebês normais, desde que não exista doença cardíaca ou renal grave e o LES esteja sob tratamento. A taxa de sobrevivência de 10 anos excede a faixa de 85%. Pessoas com comprometimento grave do cérebro, pulmões, coração e rins têm prognósticos piores em termos de sobrevida e incapacitação em geral.
Complicações:
·         infecção
·         insuficiência renal
·         trombocitopenia
·         anemia hemolítica
·         miocardite
·         convulsões
Solicitação de assistência médica:
Marque uma consulta com seu médico se os sintomas de LES estiverem presentes, ou se os sintomas de LES piorarem ou se aparecerem novos sintomas.