segunda-feira, 2 de maio de 2011

Compartilhando Minha História - Série de Entrevistas


Eliete Nunes de Mesquita
Comecei o tratamento de hemodiálise em 10 de Setembro de 2009, sentia dificuldades de urinar, e com dor na barriga, a noticia de fazer o tratamento, não mi deixou muito apreensiva, encarei normalmente e hoje me sinto bem, mas o que me falta é disciplina (controlar) a quantidade de liquido.
Nasci na cidade de Borborema –PB, juntamente com 6 irmãos, meus pais Bianor Nunes Cazado e Elita Duarte Lima, minha infância foi com muita dificuldades, aos 12 anos vim morar em João Pessoa – PB, onde mora até hoje, aos 16 anos mi casei com Amarilio Pessoa de Mesquita( já falecido) na qual tivemos três filhos, Amarilio Filho, Carlos Alberto( falecido) e Eliana Marta. Minha formação é de Psicologia Clínica, trabalhei 26 anos como Técnica de Enfermagem e Psicóloga no posto de saúde do Estado.
Hoje aos 76 anos de idade, aposentada, estou satisfeita com o tratamento, fiz bastante amizades, gosto de todos, mi sinto bem relacionado, e aceito as coisas, e tudo que Deus determinar, porque tenho Ele no coração.
Agradeço a Deus, a minha família, especialmente aos meus tesouros, que são meus filhos e a minha amiga Adail Barbosa, quem tem feito tudo por mim, também agradeço ao profissionais de saúde que gentilmente cuidam de mim.

Compartilhando Minha História - Série de Entrevistas



Severino Ferreira da Costa
Comecei fazer o tratamento de hemodialíse em 2006, por motivo de pressão alta, muito inchaço, quando tive a noticia que tinha que fazer o tratamento, por esse motivo parei de trabalhar, por não tinha como conciliar o trabalho com o tratamento, porque meu trabalho exigia muitas viagens longas, me senti no começo como um invalido, senti revolta, por não ter mais o tempo disponível.
Minha infância foi aqui em João Pessoa, tenho boas recordações, brinquei, mas dividia o tempo pra trabalhar também, comecei muito cedo a trabalhar, aos 15 anos já ajudava e mi mantia, somos 7 irmãos, meus pais Sebastião Costa e Eurides Ferreira, hoje já falecidos.
Com meus 56 anos de idade, mi considero como um vencedor, porque passei por muitas dificuldades, em 1986, casei com Maria de Socorro Barreto, na qual tivemos duas filhas, Angelica e Ana Carla.
Tenho um sonho, de ser um sai ser transplantado, e Deus vai realizar esse sonho, com fé em Deus.
Agradeço a Deus, a esposa e filhas e a família em geral, os amigos e irmãos da fé, e todos os profissionais de saúde que cuidam de mim.

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Marivalda Pereira da Silva
Estou com mais de 3 anos que faço tratamento de hemodiálise, no começo foi difícil aceitar,foi traumatizante, depois foi se tornando assim uma grande família, e a mão de Deus foi agindo e as forças foram chegando, trazendo de volta, a paz e a alegria, no trabalho e na família tudo foi mas fácil, a dificuldade foi dentro de mim, hoje me sinto mais avontade, mais dentro da realidade e sou feliz.
Nasci na cidade de Areia-PB, sai de lá aos 4 anos de idade, para a cidade de Santa Rita, onde estou até hoje, minha infâcia sadia porém humilde, somos 4 irmãos, meus pais Manoel Pereira( falecido) e Maria José Pereira, conclui meu curso superior de Admistração de Empresa em João Pessoa - PB, trabalhei no Ministério da Saúde, durante 30 anos, em 1991 casei com José Severino, no qual tivemos dois lindos filhos, Marilya e Alberto.
Agradecimentos a Deus, a minha família, em especial a minha mãe, esposo e filhos, aos meus amigos, e aos meus colegas em geral, e os profissionais de saúde que cuidam de mim.

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Francisco Robério Óton Pereira

Comecei dia 19 de Abril de 1999, devido uma hipertensão não tratada, iniciando com o tratamento de CAPD ( Diálise Peritoneal Continua), realizando o transplante em 13 de janeiro de 2000, com doador irmão, a principio foi muito difícil porque eu estava me realizando profissionalmente na empresa que trabalhava, e também era muito jovem pra aceitar o problema, pois só tinha 30 anos de idade, no auge da juventude, confesso que foi sofrido o tratamento pois era tudo novo, eu não conhecia a doença, mas durante 8 anos, eu pude gozar de boa saúde, uma vez que o transplante foi um sucesso, porém após esse período fui acometido de uma grave infecção pelo ( CMV) Citomegalovirus, causando a perda do rim transplantado, em 20 de Abril de 2009, motivo esse pelo qual voltei a fazer hemodiálise.
Minha infância foi na cidade de Boa Ventura, onde nasci, juntamente com meus 8 irmãos, tinha uma saúde de ferro, trabalhava na roça, brincava, estudava, uma infância normal com muita saúde, aos 18 anos mi mudei para João Pessoa onde continuei meus estudos e trabalhava no comercio onde exercia a função de gerente comercial, em 1989 casei com Josenilda Óton no qual tivemos dois filhos, Ygor e Yaggo Óton.
Hoje aos 41 anos, me considero realizado, pois fiz um novo transplante em 19 de Junho de 2010, me sinto um vencedor, por ter superado todas as dificuldades e tribulações, com muita perseverança, me orgulha muito é ter um filho concluindo a universidade, e atualmente me sinto muito bem de saúde para poder compartilhar junto com minha família, toda essa felicidade.
Agradeço primeiramente a Deus, minha esposa e filhos, meus irmãos que se dispuseram a me doar, fazendo assim um gesto de amor, aos amigos e todos os profissionais de saúde que cuidaram e ainda cuidam de mim.

Compartilhando Minha História - Série de Entrevistas


José Braulio Cacaes Pinto
Faço o tratamento desde fevereiro 2010, quando foi detectado a IRCT, não tive dificuldades de aceitar o tratamento, pois me encontrava com obesidade elevada e assim venho perdendo peso(43Kgs) a menos, os membros inferiores com desinchaços e com habilidade motora regular, inclusive praticando caminhadas, hidroginásticas, escola de música, o que torna o tratamento melhor.
Espero em Deus regularizar os meus Rins e otimista que sou e devemos ser, continuo com esse tratamento no tempo que for necessário e sonho com meu transplante.
Sou natural da cidade de Recife/Pe, mas a minha infância foi em João Pessoa compartilhando com a cidade de Mamanguape; sempre fui muito ativo junto a meus familiares e nas escolas sempre participava de esportes, praticando inclusive o Basket-Ball. Em 1967, com 18 anos fui morar no Rio de Janeiro junto a minha genitora, iniciei minha primeira atividade de trabalho, estudava e concluí o meu 2 Grau; fui dispensado da vida militar por excesso de contingente e cheguei a cursar Economia o que não concluí. Em 1971, retorno ao Nordeste para minha cidade natal Recife continuei trabalhando em diversos segmentos e em 1975 casei e tive duas filhas Juliana e Liana, já casadas e me promoveu a vovô com quatro netos que são o xodó do momento. Em 1984 iniciei minha vida Metroferroviária, até o ano de 2033, quando me aposentei. Nesse mesmo ano iniciei o curso de Administração, concluindo em 2007. Atualmente estou concluindo um MBA em Gestão Empresarial e de Pessoas.
Hoje, com meus 62 anos de idade sinto-me realizado e agradecido a Deus por tudo que tem me proporcionado.Agradeço também aos meus pais Bráulio dos Santos Pinto e Dulce Ribeiro Cacaes e minhas filhas que sempre me incentivaram. Os amigos comuns e os profissionais de saúde que cuidam de mim. Com FÉ sigo minha vida na busca de melhores dias, com Deus no coração.

Compartilhando Minha História - Série de Entrevistas


Flavio Roberto Xavier Moura

Sou paraibano de João Pessoa nascido em 07 de maio, de uma família grande de sete filhos, minha mãe Maria Vilma e meu pai Onivaldo Moura. A melhor lembrança da minha infância é sem duvida do carinho de todos lá de casa em especial da minha vovó Rita Rufino.
Meu começo na hemodiálise foi em 14 de janeiro de 2010, mas hemodiálise na minha família começou com a minha mãe, hoje ela já está com Deus.
A noticia que você vai ter que fazer o tratamento é realmente difícil, mas se é para o nosso bem temos que em primeiro lugar ter muita fé em Deus, e confiar nos médicos. Hoje a minha vida é outra bem diferente me sinto mais disposto para trabalhar, isso mesmo eu ainda estou trabalhando por decisão minha, pois ele faz parte do meu tratamento psicológico. Ficar em casa só pesando na doença eu acho que não seria bom para mim.
Tenho o segundo 2º grau completo sou casado a dez anos com Lucélia Ribeiro e sem filho, uma coisa que está faltando para completar o nosso casamento, trabalho no mesmo emprego a dezesseis anos que é minha outra família.
Eu agora aos 37 anos tenho muita fé que algo de bom vai acontecer na minha vida não sei o que é, mas sinto isto muito forte dentro de mim. O meu maior sonho: agora estou em duvida, pois gostaria que estas duas coisas acontecesse na minha vida que é ser pai e conseguir fazer o meu transplante.
Agradeço a Deus em primeiro lugar e depois a minha família e aos amigos em especial a todos da paróquia dos bancários, que sempre estiveram comigo nos bons e maus momentos da minha vida. Sem esquecer de agradecer também a todos os profissionais de saúde que cuida de mim.

ASSOCIAÇÃO DE RENAIS CRÔNICOS TRANSPLANTADOS E DOADORES-PB

Santa Rita, 29 de abril de 2011.
Defensora (o) da Vida,
Eis alguns informes... sobre a nossa luta pela efetivação dos nossos direitos:
1 – O Projeto de Lei Passe Livre Urbano ainda não foi apresentado em Sessão da Câmara Municipal/JP, uma vez que a Vereadora Sandra Marrocos está doente. Assim sendo, temos a chance de ampliar a reivindicação para cardíacos e hepáticos, basta irmos (cardíacos, hepáticos e renais) ao Gabinete da Vereadora Sandra Marrocos, a fim de fazer esse adendo que contemplará a todos.
2 – Em relação ao Projeto de Lei Passe Livre Estadual, ontem à tarde, ao chegar para a reunião prevista no item 3, fui informado que outro deputado havia elaborado outro Projeto de Lei, o qual só beneficia portadores do HIV/AIDS. Como a luta é em benefício de “todos”, urgentemente, fizemos outro ofício à AL. O ideal é que este ofício seja assinado pelas pessoas que assinaram o primeiro: Josélia, Maria da Luz, Anny, Yone, Ma. José Lima Cândido,... Gomes de Araújo e eu. Para se ter a certeza que ainda é preciso assiná-lo, ligue para 3222 6618 ou 3214 4521/4522. Caso ainda necessite, recepcionista informará se a pessoa deve dirigir-se à Rua Duque de Caxias, 80 ou ao Gabinete do Deputado Anastácio Ribeiro.
3 – Audiência com o Gov. Ricardo Coutinho. Você já dispõe do Documento. Compareceram à reunião os assessores e eu. Objetivo: apresentar supressões e emendas ao DOC Segundo a assessoria, o DOC não necessita de mudanças. Contudo, precisamos nos reunir para que todos opinem, afora as estratégias.
4 – Estatuto. Ontem participei de uma reunião do CEDHOR, serviço de defesa dos direitos humanos no qual Dra. Valdênia Paulino trabalha. Ela, por motivos superiores, não pode ir à sessão. Aguarde notícia na próxima semana.
5 – Avaliação. Precisamos avaliar o processo da luta pelo direito aos medicamentos. A prática requer avaliação permanente para percebermos erros e acertos, melhor sequência dos encaminhamentos, descobertas, dúvidas, questionamentos, aliados, desenvolvimento político pessoal, convergência ou pulverização, reflexão profunda das nossas e dos aliados, crítica e autocrítica.
Antonio Heliton de Santana
Presidente