quinta-feira, 1 de março de 2012

A PSICOLOGIA NESSE CONTEXTO !

COMO A PSICOLOGIA É IMPORTANTE !

A luta pela vida em hemodiálise

A luta pela vida em hemodiálise
"Se Deus nos deu a vida, devemos lutar por ela", diz Sr. Eloy, catarinense de 70 anos.

Romântico e apaixonado por música e livros, Eloy Kleinschmidt, é um paciente que encontrou na doença renal uma oportunidade para avaliar a sua existência: "Se Deus nos deu a vida, devemos lutar por ela", diz ele.

A pele branca, olhos azuis e alta estatura, revelando sua ascendência alemã, este homem de 70 anos é um incentivo para os pacientes em hemodiálise. Ele diz que os novatos no tratamento costumam ficar deprimidos, mas ele diz: "lembre-se que não é o fim da linha e que todos podemos sair bem sucedidos”.


Início da doença

Sua doença foi desencadeada por uma infecção na garganta, que provocou uma glomerulonefrite, quando ele tinha apenas 29 anos. Desde então, Eloy teve que mudar seus hábitos alimentares, começou a comer comida sem sal e parou de beber álcool. Quando tinha 38 anos, foi feito um cateterismo e diagnosticado umproblema cardíaco que teve que ser tratado com medicação.

Em 2002, teve um edema pulmonar e em 2003, um pequeno enfarte. Veio então a Joinville e, ao chegar na UTI no hospital encontrou a Dra Isadora - "ela que me salvou" - diz, e conheceu o Dr Paulo Cicogna, que avisou que ele estava com problemas nos rins. Cicogna disse: "Sr Eloy, a partir de hoje você é da nossa família".

Anos mais tarde, após um tempo de tratamento conservador, o mesmo médico avisou que Eloy teria que começar a fazer hemodiálise. “Nós choramos juntos”, lembra Eloy. A notícia foi muito dolorosa e difícil de assimilar, mas ele acreditou desde o começo que "quando uma questão não tem solução, solucionada está. Então, não adianta se revoltar".


A hemodiálise não é o fim da vida

Em 2006, Eloy começou a hemodiálise e naquela época, morava em Barra Velha. Para facilitar o deslocamento e ficar mais próximo de uma unidade de diálise, ele se mudou para Balneário Camboriú em 2008.

Sua condição cardíaca impediu-o de optar por um transplante de rim. Desde então, ele faz quatro sessões de hemodiálise por semana na unidade da Pró-Rimda em Balneario Camboriú. Eloy costuma chegar à Pró-Rim com uma caixa de doces, que são distribuídos para os enfermeiros e colegas de diálise. Eloy diz que a Pró-Rim é uma extensão da sua família: "hoje é a coisa mais importante na minha vida, juntamente com enfermeiros, médicos e todos os funcionários que trabalham aqui".


A importância do lazer

Eloy tem 500 volumes em sua biblioteca de livros e os mantém como uma coleção. Ele ama a música e diz que em sua juventude adorava dançar. Seus gostos musicais são variados. Dos anos 70, gosta especialmente dos Bee Gees. Também aprecia bolero, música italiana, alemã, francesa e cubana. Além da música, Eloy é um cinéfilo declarado e gosta de filmes de aventura, policial e comédia.

Quanto à sua vida profissional, ele ostenta orgulhosamente que “foi bancário por 30 anos no Banco do Brasil, momento em que a atividade bancária era economicamente muito rentável”.

Atualmente, Eloy não trabalha, devido à rotina do tratamento de hemodiálise. “Sou muito bem recebido e bem tratado na Pró-Rim, que é uma instituição muito humana em tudo que faz”, conclui.


Contaminação de alimentos por agrotóxicos !

Contaminação de alimentos por agrotóxicos Contaminação de alimentos por agrotóxicos
O agrotóxico tem um efeito cumulativo. Pode levar a algum tipo de doença crônica não transmissível de caráter neurológico, endócrino ou imunológico.


O uso de agrotóxicos na produção agrícola e a contaminação dos alimentos por estes elementos tóxicos têm sido preocupações no âmbito de saúde pública. Um estudo da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA), iniciado em 2001, mostra que muitos dos alimentos que consumimos normalmente estão contaminados.

Especialistas afirmam que o agrotóxico no alimento, ao ser ingerido pela população, tem um efeito cumulativo. Pode levar a algum tipo de doença crônica não transmissível de caráter neurológico, endócrino ou imunológico. Além disso, pode estar relacionado ao aparecimento do câncer e à infertilidade devido à diminuição do número de espermatozóides.

O Projeto de Análise de Resíduos de Agrotóxicos em Alimentos (PARA), realizado pela ANVISA em conjunto com os órgãos de vigilância de 25 estados participantes, mais o Distrito Federal, analisou diversos legumes, frutas e vegetais para ver o quão contaminados eles estavam.

Em 2010, a Vigilância Sanitária avaliou 2.488 amostras de alimentos, sendo que 28% apresentaram resultado insatisfatório para a presença de resíduos dos produtos. Deste total, 605 (24,3%) amostras estavam contaminadas com agrotóxicos não autorizados.

Foram avaliados resíduos de agrotóxicos em 18 tipos de alimentos. O pimentão lidera a lista dos alimentos com grande número de amostras contaminadas por agrotóxico. Em quase 92% das amostras foram identificados problemas. Em seguida, aparecem o morango e o pepino, com 63% e 57% das amostras com avaliação ruim. A lista com os dez alimentos com mais amostras contaminadas com resíduos de agrotóxicos é a seguinte:

1) pimentão
2) morango
3) pepino
4) cenoura
5) alface
6) abacaxi
7) beterraba
8) couve
9) mamão
10) tomate

Esses alimentos podem ser encontrados facilmente no prato do brasileiro, que muitas vezes os consomem com o objetivo de ganhar saúde. Para evitar a contaminação por agrotóxicos, o ideal é consumir produtos orgânicos. Mas nem sempre é possível, pois tais alimentos são caros e dificilmente encontrados nas grandes cidades. Por isso, é aconselhável sempre tomar muito cuidado com os produtos antes de comprá-los, e sempre lavar os alimentos antes de consumí-los, embora não elimine completamente os agrotóxicos.

É possível eliminar o excesso, mas é impossível garantir que não vamos ingeri-los, já que essas substâncias atravessam a casca. Especialistas orientam a passar uma escovinha em toda a casca e depois deixar verduras, legumes e frutas de molho durante 20 minutos em solução contendo água e pastilha de cloro e após enxaguar bem para retirar os resíduos de cloro.

Fonte: 
ANVISA. Resíduos de agrotóxicos em alimentos. Revista de Saúde Pública 2006; 40(2)361-3.
ANVISA. Programa de Análise de Resíduos de Agrotóxicos em Alimentos (PARA). Relatório de atividades de 2010. Brasília, 05 de dezembro de 2011.



Por: Rafaela Gonzaga dos Santos, nutricionista da Fundação Pró-Rim