Um relato de EXPERIÊNCIA; uma questão de SOBREVIVÊNCIA
início pensei que fosse apenas alérgias; até então era eclética, vivia, sentia, agia, literalmente ecleticamente; de repente me vi limitada, "Eu" sem a minha liberdade de ir e vir; logo fui afastada da sala de aula, onde fazia da minha profissão como Professora, todo um universo de ensino e conhecimento juntamente com as crianças(alunos), quinze dias, depois trinta, mais sessenta dias, e hoje já chega a quatro anos, e cada dia se afasta a possibilidade de novamente estar no meu universo da sala de aula. Foi diagnosticado LES- Lupus com agravamento sistêmico, sou acompanhada por vários médicos especialistas, exames periódicos, e tudo que é necessário para o controle do problema, durante as terapias sou aconselhada para sempre ter pensamentos positivos porém realistas, acredito que ninguém se acostuma com o que é ruim, pelo menos Eu ainda não. Diariamente tomo vários medicamentos para dores e sigo a risca as orientações médicas; evitando o sol e frio, não posso me esforçar fisicamente, tenho que evitar contato com muita gente, não obter infecções e etc.
Não consigo aceitar, não tenho raiva de ninguém, apenas de mim mesma; brigo comigo, nesse vai e vem de tantos remédios, médicos e internações; cheguei a não acreditar mais em mim, em poder seguir em frente, mas tive grande suporte da família, principalmente da minha Mãe e Amigos, mas ainda era pouco, a angústia se alojou e a cada dia, fui me sensibilizando comigo mesma, cheguei a ter dó de mim, sabia que estava errada, era consciente e sou ciente que tenho que conviver com isso até o resto da minha Vida. Sei que não posso mudar o começo, mas o fim, posso desviar para melhor.
Estava desiquilibrada, chorava vinte e quatro horas sem parar, pelas dores físicas e pelas dores da alma, meu "corpo dóia e a alma gritava", uma depressão profunda, me refugiei do mundo exterior e interior, não queria atender ninguém, cheguei ao fundo do poço, se é que esse poço tinha fundo, e cada vez me afundava mais.
A Especialista nesse tempo viu que eu estava indo..., me orientou para um exercício físico leve, respiratório, mental e espiritual e bem orientado, - o YOGA.
Procuramos na cidade, num horário adequado, sala ampla arejada e bem preparada para acomodar uma pessoa que estava passando por esse momento tão crítico e delicado, queria e tentava mudar, sair desse quadro, mas, não encontrava forças.
Final de Julho 2010, cheguei ao YOGA SHANTY, entrei e conheci a Professora e de cara tudo aquilo me impressionou, iniciei as aulas adaptando as limitações articulares, e em poucas semanas, me senti outra vez um pouco a Helisânia que tinha se perdido à algum tempo atrás; hoje faço do YOGA a ponte do equilíbrio físico - mental - espiritual, os três eixos fundamentais para a nossa Vida, para a minha VIDA. Quando entro na sala do YOGA, também entro em êxtase, me transcedo para outro mundo, um mundo onde posso tudo, onde lá sou Eu mesma, me encontro.
Senti novamente a minha música interior, desde então parei de chorar. Almejo a Serenidade com a finalidade de alcançar a SABEDORIA; mas hoje Eu ressalto, registro, não vivo sem o YOGA. Consigo me controlar mentalmente e espiritualmente, o físico deixo com os profissionais da área, e, que nesses altos e baixos de cada crise, vou levando com paciência essa experiência nesse papel que me puseram nessa encarnação. Mas, sabendo que no YOGA tudo posso, me liberto, me vivifico, viajo, crio asas, sou a Helisânia; hoje tudo tem cores e realmente "sou uma sobrevivente do YOGA." - Helisânia Bandeira Santos.


Professora de YOGA: Cristina Alves de Pontes e "Eu" - Helisânia
Hoje sinto assim, TRANSFORMADA INTERIORMENTE!!!!!!!

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