sábado, 14 de maio de 2011

Compartilhando Minha História - Série de Entrevistas


Antônio Heliton de Santana

Faz quatro anos que fui transplantado, no dia 15 de Março de 2007, doador por morte cerebral. Antes do transplante, a vida se limitava, ao tratamento, a dieta rigorosa, tempo exclusivo para hemodiálise, com a condição de vida debilitada, depois do transplante é como se fosse um renascimento: nova condição de vida, tempo mais livre, dieta mais aberta, e inserção social, isto é volta a dinâmica da vida.
Nasci na cidade de Santa Rita – PB, minha infância foi boa, juntamente com oito irmãos, meus pais Severino Joaquim de Santana e Maria da Penha Santana, gostava muito de brincar, e de participar das manifestações artísticas populares como: teatro, cinema, quadrilhas Juninas, blocos carnavalescos etc, em 1972, fui aprovado no vestibular da UFPB, Enfermagem com especialização em penitenciarismo, em 1980, casei com Marta Lúcia Santana, na qual tivemos três filhos, Aruandê, Andila Nahusi e Caiala Nahahy.
Hoje estou com 60 anos de idade, me sinto realizado, muito feliz, com bastantes atividades artísticas e políticas, adoro escrever cordéis, poesias contemporâneas e peças teatrais, tenho um desejo que a ciência encontre resposta para doenças hereditárias, meu sonho é morar no campo mas próximo da cidade.
Agradeço a Deus, por esta com saúde, minha família, especialmente minha esposa e filhos, aos amigos que sempre colaboraram comigo, e aos profissionais de saúde que cuidaram de mim e que ainda hoje cuidam.

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