quarta-feira, 28 de março de 2012

Seguir em frente. Sempre!!!

"Jamais permita que os impasses da Vida o pertubem. Afinal, ninguém pode escapar dos problemas, nem mesmo santos ou sábios. Sofra o que tiver que sofrer. Desfrute o que existe para ser desfrutado. Considere tanto o sofrimento como a Alegria como fatos da vida."(Buda)

EU, o LUPUS e a minha VIDA

Tudo ia acontecendo de maneira planejada, a Vida transcorria da melhor forma possível; praia, passeios, festas, trabalho e muita diversão com a família e amigos
Maio de 2007, alguns incômodos chegam a atrapalhar, várias manchas surgem no meu corpo de maneira espantosa, de início apenas achávamos que era alergia, e meses depois já não estava com aquela energia de antes, chegando a cair. De imediato procurei assistência médica; e assim foi diagnosticado LES-Lupus Eritematoso Sistêmico. Levei um baita susto, Eu e toda a família, pocuramos o especialista, com o qual me assiste até hoje, nessa área é Reumatologista, sendo que a doença além de ser incurável-crônica, auto imune que causa inflamações em outros órgãos, é necessário outros médicos, hoje visito periodicamente Pneumologista, Alergologista, Nefrologista, Neurologista, Dermatologista; faço Fisioterapia Motora e Neurofuncional, e frequento Terapia; o psicólogo é muito importante na minha Vida, me dar um grande apoio, pois são tantas coisas, a minha Vida hoje é voltada apenas a saúde, com tantas idas e vindas à hospitais, internamentos, exames, e fortíssimos medicamentos, tudo isso para se manter viva.
Hoje me vejo, me sinto mais segura e menos frágil; emocionalmente encontrei um eixo onde posso me dar o direito de estar "Viva", pois isso que é mais importante, estar desfrutando da beleza da Vida; sou prisioneira do meu próprio corpo, onde tenho várias limitações físicas; as radiações do Sol, calor é um dos causadores da falta de oxigenação, onde suga toda a minha energia, me deixando sem forças; além das radiações das lâmpadas fluorescentes; as articulações não me obedecem o comando como antes, falta coordenação e concentração; surgindo devido aos medicamentos outras complicações de saúde, que me causa muita angústia, por não estar realizando os meus projetos, onde hoje só restringe apenas a planos ou sonhos.
Vivo o presente, e a cada crise vai ficando sequelas, que sou obrigada a convivê-as e lembrando sempre que não se deve perder tempo, faço do hoje, do agora o principal momento do espetáculo da Vida.
Aprendi que cada instante é imprescendível, e foi através do Yoga, essa Filosofia milenar, que me libertei, para uma visão saudável, viajo sem limites e com uma grande descoberta, encontrei o meu Eu interior.
E, também descobri e me identifiquei com a Doutrina de Luz, onde me faz feliz, me ilumina, me completa e... até as vezes me consola. Sou grata ao Senhor Deus, a Mamãe, ao Espiritismo; onde a minha espiritualidade reflete em sempre buscar a Felicidade.


                                                       helisaniahbs@hotmail.com

sexta-feira, 23 de março de 2012

Fiocruz passará a produzir droga usada para evitar rejeição !

Fiocruz passará a produzir droga usada para evitar rejeição em transplante de rim e fígado Fabricação no Brasil vai baratear o medicamento, atualmente importado A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), em parceira com a Libbs Farmacêutica, começou a produzir e a distribuir nesta terça-feira o medicamento tacrolimo. O remédio é utilizado por pacientes que receberam transplante de fígado e rim para evitar que os órgãos sejam rejeitados pelo organismo. A droga será distribuída pelo Sistema Único de Saúde (SUS), e resultará numa economia aos cofres públicos de 240 milhões de reais em cinco anos, segundo a Fiocruz. Saiba mais: Tacrolimo A droga é um imunossupressor que diminui a atividade do sistema imunológico, condição necessária para evitar que o organismo do paciente rejeite o órgão transplantado. O medicamento consta na lista de produtos estratégicos no âmbito do SUS, segundo Portaria 978/2008 do Ministério da Saúde A nova medida é parte de um acordo feito entre a Fiocruz, a farmacêutica Libbs e o Ministério da Saúde. Neste mês haverá a distribuição de 6,6 milhões de cápsulas do tacrolimo na apresentação de 1 miligrama. Até o final de 2012, prevê-se uma distribuição de 30 milhões de unidades. De acordo com a Fiocruz, o acordo vai beneficiar mais de 25.000 brasileiros que utilizam o medicamento. Segundo dados da Associação Brasileira de Transplantes de Órgãos (ABTO), em 2011 foram realizados no Brasil 4.957 transplantes de rim e 1.492 de fígado. Produção — O produto será fabricado totalmente em território nacional. Nos três primeiros anos, a Libbs Farmacêutica fica responsável pela produção completa e pela distribuição das drogas. Enquanto isso, a Fiocruz internaliza as técnicas e o conhecimento de produção. Ao fim desse período, em 2015, o Instituto de Tecnologia em Fármacos (Farmanguinhos/Fiocruz) passa a produzir 50% da demanda. Dois anos depois, quando completam os cinco anos previstos para o processo de transferência de tecnologia, o centro da Fiocruz assume a responsabilidade por 100% da produção nacional. Para ser aprovado pela Agência de Vigilância Sanitária (Anvisa), o medicamento teve de passar pelos mesmos procedimentos padrões que qualquer outro genérico já em venda no país. "Foi feito o teste de bioequivalência, que mostra que a biodisponibilidade na corrente sanguínea é a mesma do remédio usado como referência”, diz Hayne Felipe, diretor do Farmanguinhos. De acordo com Mário Abbud Filho, nefrologista especialista em transplante de rim e chefe do Setor de Transplantes do Hospital de Base de São José do Rio Preto, apesar da iniciativa ser de extrema importância, é preciso ficar atento a um cuidado essencial. "Mesmo que tenha tido a mesma bioequivalência do remédio padrão, é fundamental que o medicamento produzido por essa parceria também mostre resultados similares no paciente transplantado", diz. Isso porque a bioequivalência exigida para os genéricos no Brasil é feita em pessoas saudáveis. Ou seja, os testes não são feitos em pacientes transplantados.

terça-feira, 13 de março de 2012

Qual atividade física é indicada para quem é diabético?

Exercícios aeróbicos moderados. Porém, deve-se tomar cuidado para não aumentar abruptamente o esforço. Quanto maior, mais elevada será a queima de glicose. Antes de praticar qualquer atividade, um médico deverá ser consultado, visando a segurança para a realização da atividade escolhida.

Fonte: Pró Rim

Possuo uma fístula artério venosa, gostaria de saber que tipo de exercício físico posso fazer?

Teoricamente você pode fazer qualquer tipo de exercício físico, desde que tenha condições físicas e suporte os exercícios. Logicamente, não aconselhamos exercícios de impacto físico como futebol, volei, basquete, etc. Lembre-se também do risco de fraturas pelo hiperparatireoidismo. A natação é o melhor dos exercícios, neste caso.
Fonte: Pró Rim

domingo, 4 de março de 2012

Saiba como cuidar bem dos Rins II

Dois exames muito comuns checam o funcionamento renal. E melhor: médicos de qualquer especialidade podem requisitá-los.

Exame de sangue
Ao medir o nível de creatinina, um resíduo originado da atividade muscular corriqueira, é possível calcular a quantas anda o trabalho de filtração dos rins. Quando os níveis da substância estão elevados, é sinal de que algo não vai bem.

Exame de urina
Esse teste vai mostrar a presença de uma proteína, a albumina, no líquido amarelo. O composto orgânico não costuma aparecer no xixi, já que ele é retido quando chega aos rins. Porém, se existirem problemas, a albumina será liberada sem empecilhos.



Doenças preliminares

Alguns problemas de saúde podem levar ao desenvolvimento da DRC:

- Diabete;
- Hipertensão;
- Glomerulonefrite (infecção no glomérulo);
- Má-formação nos rins;
- Lúpus;
- Cálculo renal;
- Tumores;
- Infecções urinárias recorrentes.

Fique atento para estes sintomas

- Cansaço;
- Insônia;
- Inchaço nos pés e tornozelos;
- Inchaço nos olhos;
- Nictúria (vontade de ir ao banheiro durante a noite);
- Mau hálito;
- Mal-estar;
- Urina espumosa ou com sangue.

Olha a chuva!
No verão, o Brasil sofre com as enchentes. Junto com esse problema, doenças como a leptospirose podem surgir e atrapalhar o funcionamento dos rins, causando até a insuficiência renal aguda. É de extrema importância ficar o menor tempo possível em contato com a água da inundação, usando botas e luvas de borracha.

Insônia: há uma epidemia por aí ?

Já são 2 horas da manhã e você não conseguiu pegar no sono. Esse carma, estimam as autoridades em saúde, tende a fazer parte da rotina de um terço da população mundial. E, segundo os levantamentos epidemiológicos, a insônia está ampliando realmente seu número de vítimas. O mais recente deles, concluído pelo governo britânico, acusa, depois de entrevistar mais de 11 mil pessoas, que pelo menos metade dos habitantes do Reino Unido tem sérias dificuldades para dormir.

No Brasil, o cenário é provavelmente semelhante. Dados de um estudo conduzido em São Paulo em 2007 revelam que até 35% dos paulistanos reclamam de insônia, problema que, não bastasse o sacrifício noturno, gera, durante o dia, irritabilidade, fadiga, perda de memória e concentração, sem contar que ainda predispõe a infecções, depressão e doenças cardíacas. As mulheres padecem mais do transtorno: para cada portador do sexo masculino, há três do feminino.

Estima-se que 1/3 da humanidade tem ou terá insônia em algum momento da vida

Antes de esmiuçar as razões desse boom de insones, convém esclarecer o que é o problema. Não se trata da privação de sono espontânea, quando se deixa de deitar por trabalho, festas ou bate-papos online. O distúrbio é marcado pela vontade de se entregar aos sonhos, mas nada de pregar os olhos. "O indivíduo não consegue dormir ou manter o sono durante a noite e tem um repouso superficial", define a médica carioca Andréa Bacelar, da Academia Brasileira de Neurologia. "Hoje há um novo conceito de que o insone é aquele que vive insatisfeito com o seu sono. Essa dificuldade é fruto de um estado de hiperalerta na hora de dormir", diz a neurologista Dalva Poyares, do Instituto do Sono, em São Paulo.

Por que há uma horda crescente de vítimas desse antiapagão? A resposta, para a maioria dos especialistas, não vai nos espantar, porque são ingredientes da vida nas grandes cidades. A culpa recai sobre o estresse crônico e a ansiedade — e também nas desordens que esses fatores ajudam a desencadear. E suspeita-se de que a própria privação de sono intencional colabore, depois de anos a fio, para o distúrbio em si.

É preciso diferenciar uma batalha para pegar no sono que acontece eventualmente e em circunstâncias adversas — quando nos deitamos após uma briga com o cônjuge, preocupados com um projeto no trabalho ou se temos de dormir em meio a uma viagem de ônibus — de um conflito rotineiro, instaurado a cada início de noite e sem ter necessariamente um motivo aparente. "Classificamos como insone o indivíduo que não consegue dormir direito três vezes por semana e isso se estende por mais de um mês", explica Andréa Bacelar. O problema pode durar uma temporada e ir embora, voltando ou não esporadicamente, ou tornar-se crônico. De qualquer forma, a partir do momento em que esse pesadelo atrapalha a qualidade de vida, cai bem uma visita a um médico do sono, que pode recorrer a diversos exames.
 
Se, há mais de um mês, você tem dificuldade para dormir pelo menos entre duas e três vezes por semana, vale procurar um médico do sono


A insônia também pode ser catalogada como primária — quando sua origem é desconhecida — ou secundária, se é sintoma de outra doença, psicológica ou fisiológica, ou segue de mãos dadas com ela. "Uma porção de males, entre eles insuficiência cardíaca, refluxo e desordens hormonais, está associada à privação não intencional de sono. Daí a necessidade de investigar a fundo o problema", aponta a neurologista Rosa Hasan, do Hospital e Maternidade São Luiz, na capital paulista. Os transtornos da mente, aliás, lideram a lista dos financiadores de insônia. "É comum observarmos dificuldades para dormir entre pacientes com depressão, ansiedade e esquizofrenia", diz o psiquiatra Teng Chei Tung, do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas de São Paulo. Por falar em depressão, já se estuda se a insônia não faz parte do mesmo caldo bioquímico por trás da tristeza e da falta de motivação.

Não só doenças boicotam o repouso noturno. Mudanças no corpo que acompanham o avançar da idade também contribuem para madrugadas acesas. E, nesse sentido, o perrengue pesa mais uma vez no bloco feminino. Na menopausa e no período que a sucede, um número significante de mulheres passa a relatar noites em claro. "As oscilações hormonais, as ondas de calor e quadros depressivos figuram entre as principais explicações para o problema", diz a ginecologista Helena Hachul, da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp). No caso, a reposição hormonal, quando bem indicada e somada a mudanças no estilo de vida, costuma remediar a situação. Aliás, em um trabalho feito na Unifesp, a equipe da professora Helena verificou que a isoflavona, componente extraído da soja, minimiza a insônia nessa fase. Depois dos 65 anos, porém, não é raro que os homens compartilhem da luta para adormecer e manter-se de olhos bem fechados — e isso pode estar ligado à necessidade de levantar várias vezes na madrugada para urinar.

Se por um lado a ciência apura por que a insônia anda visitando tantas casas depois que o sol se põe, por outro está de olho em estratégias capazes de promover uma desligada saudável. Uma vez dado o diagnóstico do distúrbio, e identificadas suas causas correlatas, o médico se junta ao paciente para delinear um plano em prol de noites em paz — e aí é crucial tratar, se for o caso, a condição que arma ou incentiva a dificuldade de pregar os olhos. Algumas receitas, no entanto, podem ser aplicadas a todos os insones de plantão. São as regras da chamada higiene do sono, que aparecem na ilustração à direita. "Não adianta nada o paciente tomar remédio para dormir se não mudar seus hábitos ruins", diz o neurologista Rubens Reimão, do Hospital das Clínicas de São Paulo.

No campo do estilo de vida, quem merece o título de fator pró-sono é o exercício físico. Um estudo da Universidade Bellarmine, nos Estados Unidos, acaba de sinalizar, após acompanhar 2 600 pessoas de 18 a 85 anos, que a prática regular de uma atividade moderada aprimora em 65% a qualidade do sono. Nem é preciso viajar para fora do país para colher resultados tão animadores. Na Unifesp, a fisioterapeuta e pesquisadora da área de psicobiologia Carolina Vicaria está avaliando o impacto da musculação e do alongamento no controle da insônia crônica em pessoas antes sedentárias. "Os voluntários que realizam essas atividades uma hora por dia três vezes por semana relatam uma melhora no padrão de sono", conta Carolina. Por quê? "Acreditamos que os exercícios atuam na liberação de endorfinas, que produzem uma sensação de bem-estar, e reduzem a ansiedade no momento de dormir", explica. Outro trabalho realizado na instituição já havia revelado que a caminhada exerce efeito parecido.

Saiba como cuidar bem dos rins !

Apenas 150 gramas muito bem distribuídos em 12 centímetros de altura (clique na imagem para conferir a explicação) — parece pouco, principalmente quando comparados a pulmões e fígado. Porém, os rins são responsáveis por funções vitais no organismo. E, quando esses pequenos notáveis convalescem, é encrenca na certa: a doença renal crônica (DRC), mal que não costuma avisar sobre sua existência, destrói as estruturas renais até chegar ao ponto em que o órgão para de funcionar.

"DRC é o termo que se refere a todas as doenças que afetam os rins por três meses ou mais, o que diminui a filtração e afeta algumas de suas atribuições", explica a nefrologista Gianna Mastroianni, diretora do Departamento de Epidemiologia e Prevenção da Sociedade Brasileira de Nefrologia. O problema é tão sério que renomadas instituições brasileiras criaram a campanha Previna-se, vencedora do Prêmio SAÚDE 2011 na categoria Saúde e Prevenção. "Nem sempre as doenças renais têm sintomas. Em muitos casos, o indivíduo não percebe e o diagnóstico é feito com atraso", completa Gianna.

Apesar de ser caracterizada como uma doença silenciosa, a DRC pode dar alguns sinais. No entanto, quando eles aparecem, costuma ser tarde demais. "O rim é um órgão muito resistente, e esses sintomas só vão se manifestar nos estágios 4 e 5 do problema, quando ele está muito avançado", conta o nefrologista Leonardo Kroth, da Sociedade Gaúcha de Nefrologia. Além de só surgirem em situações extremas, muitas dessas manifestações tendem a ser confundidas com outras enfermidades. Daí a importância de sempre visitar o médico e pedir os exames que detectam as alterações indesejadas nos filtros do corpo humano.

Quando a DRC bate à porta

E se a pessoa descobrir que seus rins não estão trabalhando como deveriam? "Ela precisa se consultar periodicamente com um nefrologista, fazer exames com regularidade, cuidar muito bem da pressão arterial e da glicemia, além de outras modificações que ocorrem na doença renal, como mudanças nos níveis de cálcio e fósforo", atesta Marcos Vieira, diretor clínico da Fundação Pró-Rim, em Santa Catarina.

Nos casos em que a DRC progrediu além da conta e os rins perderam grande parte de sua capacidade de eliminar a sujeira do organismo, o indivíduo pode optar por dois caminhos: receber o rim de algum doador compatível ou seguir para a diálise. "Ok, alguns pacientes não têm condições clínicas de realizar um transplante. Mas, nos demais, esse é o tratamento de preferência", esclarece Vieira.

No entanto, a ausência de alguém que esteja apto a doar um de seus rins faz com que a maioria dos convalescentes siga para a hemodiálise, quando uma máquina substitui as principais funções que eram realizadas pelo aparelho excretor. Algumas atitudes simples podem eliminar muitos desses transtornos. Confira a seguir como manter essa dupla a todo vapor.

Diabete e pressão na rédea curta
Quando esses marcadores estão em níveis exagerados, a probabilidade de desenvolver a DRC é ainda maior. Além da aterosclerose, a formação de placas de gordura, sobretudo na artéria renal, há uma sobrecarga do trabalho de filtração dos rins. "E a incidência dessas duas doenças vem aumentando nos últimos anos, algo agravado pelo envelhecimento da população, além de sedentarismo e obesidade", diz Gianna Mastroianni. Nos casos em que o estrago já foi feito, a primeira medida é ficar de olho na pressão e no diabete.

De bem com a balança
Manter-se no peso ideal também é uma regra de ouro para seguir com os rins a mil. Indivíduos com o índice de massa corporal (IMC) nos parâmetros saudáveis ficam protegidos dos pés à cabeça e, nesse pacote de benesses, os filtros naturais saem ganhando. "Hoje em dia, existe uma epidemia mundial de obesidade. O excesso de peso leva à hipertensão e ao diabete. Quando hábitos saudáveis são adquiridos, o risco de sofrer com um problema no rim é bem menor", destaca o nefrologista Nestor Schor, da Universidade Federal de São Paulo.

Alimentação equilibrada, rins a salvo
Tomar cuidado com o excesso de gordura e ingerir alimentos ricos em vitaminas e fibras vai colaborar bastante para a manutenção das funções renais. Quando o indivíduo já sofre com a DRC, é provável que seja obrigado a fazer algumas mudanças em seu cardápio. "Aí é importante adotar uma dieta com menor quantidade de proteína para evitar a sobrecarga renal", afirma Marcos Vieira. Esse menu deve ser avaliado pelo médico e por um nutricionista.

Analgésicos só com orientação
Remédios só deveriam entrar em cena com a indicação de um especialista. Até mesmo quando aparece aquela simples dor de cabeça, fuja da automedicação. Na hora, ela pode até ser solucionada, mas, a longo prazo, quem pode sofrer são seus rins. "Tanto os analgésicos quanto os anti-inflamatórios são capazes de prejudicá-los, se tomados em excesso, porque favorecem a ocorrência de doenças renais", alerta Nestor Schor. Procure sempre orientação médica para identificar o causador do incômodo e debelá-lo da melhor maneira possível.

Devagar com a bebida
Quando ingerido com parcimônia, o álcool pode até beneficiar o trabalho dos rins. Os experts chegam a recomendar uma ou duas doses bem pequenas. Porém, enfiar o pé na jaca não vai agradar aos pequenos filtros, que sofrem indiretamente. "Em excesso, o álcool pode causar hipertensão, que vai evoluir até gerar problemas renais", adverte o nefrologista André Luis Baracat. A bebida também causa prejuízos ao fígado, o que, em última instância, vai desembocar em um estrago nos rins.

Apagar o cigarro em definitivo
No personagem principal desta reportagem, a atuação do fumo é tão nefasta quanto em outras partes do corpo. E a explicação está no surgimento de pequenos bloqueios, as placas de gordura, que diminuem o calibre dos tubos por onde circula o sangue. Isso causa problemas de pressão que, por sua vez, levam à DRC. "Os rins são cheios de vasos sanguíneos. O cigarro desencadeia inflamações que prejudicam o órgão", destaca o nefrologista André Luis Baracat, do Hospital Beneficência Portuguesa de São Paulo.

Por dentro do cérebro - Dr Paulo Niemeyer Filho / Neurocirurgião - Entrevista

O que fazer para melhorar o cérebro ? Resposta:

Vc. tem de tratar do espírito. Precisa estar feliz, de bem com a vida, fazer exercício. Se está deprimido, reclamando de tudo, com a auto estima baixa, a primeira coisa que acontece é a memória ir embora; 90% das queixas de falta de memória são por depressão, desencanto, desestímulo. Para o cérebro funcionar melhor, você tem de ter alegria. Acordar de manhã e ter desejo de fazer alguma coisa, ter prazer no que está fazendo e ter a auto estima no ponto.

PODER: Cabeça tem a ver com alma?


PN: Eu acredito que a alma está na cabeça. Quando um doente está com morte cerebral, você tem a impressão de que ele já está sem alma... Isso não dá para explicar, o coração está batendo, mas ele não está mais vivo. Isto comprova que os sentimentos se originam no cérebro e não no coração.

PODER: O que se pode fazer para se prevenir de doenças neurológicas?


PN: Todo adulto deve incluir no check-up uma investigação cerebral. Vou dar um exemplo: os aneurismas cerebrais têm uma mortalidade de 50% quando rompem, não importa o tratamento. Dos 50% que não morrem, 30% vão ter uma sequela grave: ficar sem falar ou ter uma paralisia. Só 20% ficam bem. Agora, se você encontra o aneurisma num checkup, antes dele sangrar, tem o risco do tratamento, que é de 2%, 3%. É uma doença muito grave, que pode ser prevenida com um check-up.

PODER: Você acha que a vida moderna atrapalha?


PN: Não, eu acho a vida moderna uma maravilha. A vida na Idade Média era um horror. As pessoas morriam de doenças que hoje são banais de ser tratadas. O sofrimento era muito maior. As pessoas morriam em casa com dor. Hoje existem remédios fortíssimos, ninguém mais tem dor.

PODER: Existe algum inimigo do bom funcionamento do cérebro?


PN: Todo exagero.
Na bebida, nas drogas, na comida, no mau humor, nas reclamações da vida, nos sonhos, na arrogância,etc.
O cérebro tem de ser bem tratado como o corpo. Uma coisa depende da outra.
É muito difícil um cérebro muito bom num corpo muito maltratado, e vice-versa.

PODER: Qual a evolução que você imagina para a neurocirurgia?


PN: Até agora a gente trata das deformidades que a doença causa, mas acho que vamos entrar numa fase de reparação do funcionamento cerebral, cirurgia genética, que serão cirurgias com introdução de cateter, colocação de partículas de nanotecnologia, em que você vai entrar na célula, com partículas que carregam dentro delas um remédio que vai matar aquela célula doente que te faz infeliz. Daqui a 50 anos ninguém mais vai precisar abrir a cabeça.
PODER: Você acha que nós somos a última geração que vai envelhecer?


PN: Acho que vamos morrer igual, mas vamos envelhecer menos. As pessoas irão bem até morrer. É isso que a gente espera. Ninguém quer a decadência da velhice. Se você puder ir bem mentalmente ,com saúde, e bom aspecto, até o dia da morte, será uma maravilha.

PODER: Hoje a gente lida com o tempo de uma forma completamente diferente. Você acha que isso muda o funcionamento cerebral das pessoas?


PN: O cérebro vai se adaptando aos estímulos que recebe, e às necessidades. Você vê pais reclamando que os filhos não saem da internet, mas eles têm de fazer isso porque o cérebro hoje vai funcionar nessa rapidez. Ele tem de entrar nesse clique, porque senão vai ficar para trás. Isso faz parte do mundo em que a gente vive e o cérebro vai correndo atrás, se adaptando.

Você acredita em Deus?


PN: Geralmente depois de dez horas de cirurgia, aquele estresse, aquela adrenalina toda, quando acabamos de operar, vai até a família e diz:

"Ele está salvo".

Aí, a família olha pra você e diz:

"Graças a Deus!".

Então, a gente acredita que não fomos apenas nós, que existe algo mais independente de religião.


quinta-feira, 1 de março de 2012

A PSICOLOGIA NESSE CONTEXTO !

COMO A PSICOLOGIA É IMPORTANTE !

A luta pela vida em hemodiálise

A luta pela vida em hemodiálise
"Se Deus nos deu a vida, devemos lutar por ela", diz Sr. Eloy, catarinense de 70 anos.

Romântico e apaixonado por música e livros, Eloy Kleinschmidt, é um paciente que encontrou na doença renal uma oportunidade para avaliar a sua existência: "Se Deus nos deu a vida, devemos lutar por ela", diz ele.

A pele branca, olhos azuis e alta estatura, revelando sua ascendência alemã, este homem de 70 anos é um incentivo para os pacientes em hemodiálise. Ele diz que os novatos no tratamento costumam ficar deprimidos, mas ele diz: "lembre-se que não é o fim da linha e que todos podemos sair bem sucedidos”.


Início da doença

Sua doença foi desencadeada por uma infecção na garganta, que provocou uma glomerulonefrite, quando ele tinha apenas 29 anos. Desde então, Eloy teve que mudar seus hábitos alimentares, começou a comer comida sem sal e parou de beber álcool. Quando tinha 38 anos, foi feito um cateterismo e diagnosticado umproblema cardíaco que teve que ser tratado com medicação.

Em 2002, teve um edema pulmonar e em 2003, um pequeno enfarte. Veio então a Joinville e, ao chegar na UTI no hospital encontrou a Dra Isadora - "ela que me salvou" - diz, e conheceu o Dr Paulo Cicogna, que avisou que ele estava com problemas nos rins. Cicogna disse: "Sr Eloy, a partir de hoje você é da nossa família".

Anos mais tarde, após um tempo de tratamento conservador, o mesmo médico avisou que Eloy teria que começar a fazer hemodiálise. “Nós choramos juntos”, lembra Eloy. A notícia foi muito dolorosa e difícil de assimilar, mas ele acreditou desde o começo que "quando uma questão não tem solução, solucionada está. Então, não adianta se revoltar".


A hemodiálise não é o fim da vida

Em 2006, Eloy começou a hemodiálise e naquela época, morava em Barra Velha. Para facilitar o deslocamento e ficar mais próximo de uma unidade de diálise, ele se mudou para Balneário Camboriú em 2008.

Sua condição cardíaca impediu-o de optar por um transplante de rim. Desde então, ele faz quatro sessões de hemodiálise por semana na unidade da Pró-Rimda em Balneario Camboriú. Eloy costuma chegar à Pró-Rim com uma caixa de doces, que são distribuídos para os enfermeiros e colegas de diálise. Eloy diz que a Pró-Rim é uma extensão da sua família: "hoje é a coisa mais importante na minha vida, juntamente com enfermeiros, médicos e todos os funcionários que trabalham aqui".


A importância do lazer

Eloy tem 500 volumes em sua biblioteca de livros e os mantém como uma coleção. Ele ama a música e diz que em sua juventude adorava dançar. Seus gostos musicais são variados. Dos anos 70, gosta especialmente dos Bee Gees. Também aprecia bolero, música italiana, alemã, francesa e cubana. Além da música, Eloy é um cinéfilo declarado e gosta de filmes de aventura, policial e comédia.

Quanto à sua vida profissional, ele ostenta orgulhosamente que “foi bancário por 30 anos no Banco do Brasil, momento em que a atividade bancária era economicamente muito rentável”.

Atualmente, Eloy não trabalha, devido à rotina do tratamento de hemodiálise. “Sou muito bem recebido e bem tratado na Pró-Rim, que é uma instituição muito humana em tudo que faz”, conclui.


Contaminação de alimentos por agrotóxicos !

Contaminação de alimentos por agrotóxicos Contaminação de alimentos por agrotóxicos
O agrotóxico tem um efeito cumulativo. Pode levar a algum tipo de doença crônica não transmissível de caráter neurológico, endócrino ou imunológico.


O uso de agrotóxicos na produção agrícola e a contaminação dos alimentos por estes elementos tóxicos têm sido preocupações no âmbito de saúde pública. Um estudo da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA), iniciado em 2001, mostra que muitos dos alimentos que consumimos normalmente estão contaminados.

Especialistas afirmam que o agrotóxico no alimento, ao ser ingerido pela população, tem um efeito cumulativo. Pode levar a algum tipo de doença crônica não transmissível de caráter neurológico, endócrino ou imunológico. Além disso, pode estar relacionado ao aparecimento do câncer e à infertilidade devido à diminuição do número de espermatozóides.

O Projeto de Análise de Resíduos de Agrotóxicos em Alimentos (PARA), realizado pela ANVISA em conjunto com os órgãos de vigilância de 25 estados participantes, mais o Distrito Federal, analisou diversos legumes, frutas e vegetais para ver o quão contaminados eles estavam.

Em 2010, a Vigilância Sanitária avaliou 2.488 amostras de alimentos, sendo que 28% apresentaram resultado insatisfatório para a presença de resíduos dos produtos. Deste total, 605 (24,3%) amostras estavam contaminadas com agrotóxicos não autorizados.

Foram avaliados resíduos de agrotóxicos em 18 tipos de alimentos. O pimentão lidera a lista dos alimentos com grande número de amostras contaminadas por agrotóxico. Em quase 92% das amostras foram identificados problemas. Em seguida, aparecem o morango e o pepino, com 63% e 57% das amostras com avaliação ruim. A lista com os dez alimentos com mais amostras contaminadas com resíduos de agrotóxicos é a seguinte:

1) pimentão
2) morango
3) pepino
4) cenoura
5) alface
6) abacaxi
7) beterraba
8) couve
9) mamão
10) tomate

Esses alimentos podem ser encontrados facilmente no prato do brasileiro, que muitas vezes os consomem com o objetivo de ganhar saúde. Para evitar a contaminação por agrotóxicos, o ideal é consumir produtos orgânicos. Mas nem sempre é possível, pois tais alimentos são caros e dificilmente encontrados nas grandes cidades. Por isso, é aconselhável sempre tomar muito cuidado com os produtos antes de comprá-los, e sempre lavar os alimentos antes de consumí-los, embora não elimine completamente os agrotóxicos.

É possível eliminar o excesso, mas é impossível garantir que não vamos ingeri-los, já que essas substâncias atravessam a casca. Especialistas orientam a passar uma escovinha em toda a casca e depois deixar verduras, legumes e frutas de molho durante 20 minutos em solução contendo água e pastilha de cloro e após enxaguar bem para retirar os resíduos de cloro.

Fonte: 
ANVISA. Resíduos de agrotóxicos em alimentos. Revista de Saúde Pública 2006; 40(2)361-3.
ANVISA. Programa de Análise de Resíduos de Agrotóxicos em Alimentos (PARA). Relatório de atividades de 2010. Brasília, 05 de dezembro de 2011.



Por: Rafaela Gonzaga dos Santos, nutricionista da Fundação Pró-Rim